Um pouco mais de 10 dias após a PTPA (Associação dos Atletas Profissionais de Tênis) tomar medidas legais contra os principais órgãos do tênis, os 20 melhores tenistas do mundo, tanto no masculino quanto no feminino, juntamente com seus representantes, decidiram fazer suas próprias reivindicações aos famosos torneios de Grand Slam.
A PTPA busca um aumento significativo nos pagamentos para tenistas de todos os níveis, juntamente com mais transparência nos processos da ITIA e possíveis compensações por danos à reputação de atletas sob investigação. Já os top 20 optaram por uma abordagem direta: enviaram uma carta conjunta aos organizadores do Australian Open, Roland Garros, Wimbledon e US Open, exigindo uma premiação mais justa.
Segundo o jornal ‘L’Équipe’, a carta destaca que esse incremento beneficiaria diretamente os jogadores, considerados os verdadeiros protagonistas do esporte, sem os quais os torneios não teriam o mesmo brilho. A insatisfação dos atletas surge em grande parte da comparação com outras ligas esportivas de grande destaque, como a NBA, onde os jogadores recebem cerca de metade da receita total da liga. No tênis, essa porcentagem é consideravelmente menor.
Para evidenciar a disparidade, o ‘L’Équipe’ mencionou que, em 2023, a premiação total de Roland Garros atingiu 53,5 milhões de euros, representando apenas 16% da receita global do torneio, que alcançou 338 milhões de euros.
Apesar do crescimento do alcance global dos Grand Slams, que em 2023 alcançaram mais de 2 bilhões de espectadores em 200 países e territórios, registrando um público presencial de 3,36 milhões de pessoas - um aumento de 10% na audiência do esporte - a premiação de Roland Garros na última edição teve um aumento de apenas 8,4%, considerado insuficiente pelos tenistas.